domingo, 1 de março de 2020

Ops! Algo deu errado...

Dia 11 de fevereiro de 2020.

De manhã, passei na casa da minha mãe para deixar minha filha e ir para o trabalho. Logo que cheguei, minha tia, que ia voltar para a casa no RJ naquele dia, avisou que meu pai não estava legal. Minha mãe confirmou que ele não havia passado bem a noite. Ficou muito tempo achando que queria ir ao banheiro, um pouco confuso.

Cheguei no quarto dele e falei para que se levantasse da cama para eu ver como ele estava - meio abatido e um pouco lento. Então, disse para ele ficar no sofá, vendo um tv e se distraindo.

Ao chegar no trabalho, comentei com os colegas que ele estava muito estranho. Mas, preferi não ligar para minha mãe e deixar as horas passarem. 

Logo após o almoço, por volta de umas 14h, mandei uma mensagem para minha mãe e ela respondeu que ele estava pior - só de olho fechado, sem muita reação, sem atitude de segurar o talher para comer e ainda babando!

Um pouco em choque, peguei rapidamente, peguei minhas coisas e fui para a casa deles. Neste momento, me senti um pouco sem fé, meio desanimada. Fui pedindo a Deus para me ajudar. No fundo, eu sabia que algo muito errado estava acontecendo...

Realmente, ele teve uma piora severa. Era como se, do dia para a noite, ele tivesse envelhecido mais uns 30 anos.

De volta ao hospital, há apenas 1 dia após ter tido alta, expliquei toda a situação e ficamos aguardando para ser atendido. Foi necessário repetir a tomografia, além de outros exames. A médica do Pronto-socorro fez os exames para descartar AVC, e avisou que chamaria o neurocirurgião, mas sem nos comunicar nada sobre o resultado do exame de imagem.

Algum tempinho depois, lembro de um dos médicos dele adentrando na sala de retaguarda do PS, bem ligeiro e já veio ao meu encontro. Disse que analisaria a tomo dele.

O resultado? O pior para nós, naquele momento. Ele estava com mais sangramento na cabeça e precisava operar com urgência - mais uma vez -  a terceira vez!

Nesta hora, eu falei para o médico que acreditava que Deus operava milagres através da vida deles!

Mas, eu desabei -  a minha mãe também. Que situação difícil e tensa! Lembro que peguei o telefone e chamei as minhas tias para elas virem do Rio para SP, pois a gente estava precisando de ajuda :(

Também cheguei perto dele e fiz uma oração, e, até mesmo confuso e sonolento, ele mesmo orou. 

Assim, terminou nossa noite. Ele voltou para a UTI, à espera da cirurgia que seria no dia seguinte.



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