Dia 06 de fevereiro de 2020.
De fato, meu pai apresentava-se muito parado, com sono e permanecia enjoado. E, para nossa surpresa, o neurocirurgião passou logo pela manhã e avisou que iria operá-lo naquele dia mesmo, não aguardaria o dia seguinte.
Aproveitamos o momento para tentar descontrair e brincar com o fato de que ele teria mais um pouco do cabelo raspado - autorizamos até que raspasse tudo para facilitar os trabalhos do médico.
Depois, fui assinando (mais uma vez) a papelada com os termos de consentimento para a operação - em um deles dizia dos riscos envolvidos, dentre eles, paralisia em uma dos lados do corpo, fissura, e até óbito :(
Nessas horas, a gente olha para o alto, de onde vem nosso socorro - que vem do Senhor! Assina e segue em frente, crendo que ele está no controle!
No fim da tarde, lá se foi ele, de volta ao centro cirúrgico. Retornando para a UTI, eu cheguei para vê-lo e estava tudo bem - careca e novamente com dreno.

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