Outra cirurgia implicava, necessariamente, mais dias na UTI, e todo aquele cuidado para evitar infecção, até porque o dreno aumenta este risco.
Mas, felizmente, o pós-operatório corria bem. Aos poucos, ele comia sozinho, caminhava com a fisioterapeuta, mexia um pouco no celular.
No dia de tirar o dreno, eu estava e pude acompanhar, inclusive, a injeção na cabeça para anestesiar o local e evitar mais desconforto (eu adoro ver estas coisas).

Admito que é algo bem estranho, parece coisa de filme futurista...
Como de praxe, era feita tomografia para acompanhar o hematoma e o médico sempre passava diariamente para conversar com a gente.
No domingo, dia 9 de fevereiro de 2020, meu pai pôde ir para o quarto :) Janelas grandes, liberdade de ficar sem eletrodos...
Então, para nossa surpresa, no dia seguinte, justamente no caótico dia pós- chuvas que parou São Paulo, no fim da tarde, o neurocirurgião deu a tão esperada notícia que meu pai estava de alta.
Rapidamente, arrumamos tudinho e bora pra casa :)
A recomendação foi para ficar quietinho, sem visitas, sem tumulto; como se estivesse no hospital, a diferença era que estaria no lar doce lar ( e que diferença!). E, depois de alguns dias, era preciso comparecer ao consultório para retirar os pontos.
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