Nas primeiras 24 horas após a cirurgia, meu pai estava bem. Queixava-se um pouco de dor, mas estava com uma boa fisionomia e aliviado por ter corrido tudo bem na operação. A tomografia realizada mostrou que a intervenção havia tido o resultado esperado.
Porém, depois, fomos observando que ele começou a ficar bastante sonolento e passou a sentir enjôos. Inclusive, vomitou. Mas, como ele tomou anestesia geral, isto poderia ser uma reação da sedação. Era preciso aguardar e ver se o quadro melhorava.
Na quarta-feira, dia 05 de fevereiro de 2020, quando o médico de plantão da UTI foi conversar comigo sobre o boletim médico, ele comentou que era preciso aguardar o neurocirurgião pois na tomografia tinha aparecido "coleção". Ao perguntar o que era isso, ele falou líquido que podia ser outro sagramento.
Assim que o neurocirurgião chegou, ele parecia animado, e disposto até a dar alta para meu pai ir para o quarto. Então, eu comentei que o plantonista disse que havia dado coleção no exame. Prontamente, ele foi analisar a tomo, e voltou com uma notícia não muito boa. Não era algo muito comum de acontecer, segundo ele informou. Havia formado mais líquido em outra parte da cabeça e era preciso operar novamente - dessa vez, mais perto da testa.
Após conversar um pouco com a gente, o neuro avisou que pretendia operá-lo na sexta-feira, e ainda recomendou observar se ele não teria uma piora. O fato de ele estar daquele jeito - sono e enjôo - era bem característico da manutenção do hematoma.
Depois disso, me recordo de dar o chá para meu pai com as mãos tremendo, ao mesmo tempo em que eu tentava acalmá-lo dizendo para que não se preocupasse pois tudo daria certo!
Neste dia, acabei dormindo na UTI para acompanhá-lo de perto - minha mãe não podia ir ao hospital, pois estava bem gripada.
Devo dizer que não é nada agradável ficar com aqueles barulhos dos aparelhos monitorando os sinais vitais, mas, enfim, era preciso aguardar até que a nova intervenção fosse feita.
Nenhum comentário:
Postar um comentário